Consiste na implementação de uma atuação multiprofissional visando identificação precoce de pacientes com maior risco de hospitalização prolongada já na admissão. Tal equipe atua desde a admissão do paciente através de protocolos específicos, visando mapear riscos e resolvê-los, aprimorando o cuidado ao paciente e resolvendo questões que possam impactar negativamente no tempo de permanência na instituição.
Possuímos duas soluções voltadas para a desospitalização:
Solução 1: Implementação de Escritório de Gestão de Altas:
Tem por objetivo a agilização de todos os processos intra e extra-hospitalares relacionados às altas hospitalares e transição segura do paciente para ambiente externo ao hospital.
Eixos de Atuação:
I. Implementação de rounds multiprofissionais com checklist padronizado com enfoque em planejamento da alta, plano terapêutico e qualidade e segurança assistencial;
II. Detectar, durante o período de internação hospitalar, falhas de fluxo que possam interferir no tempo de permanência no leito e na qualidade assistencial oferecida e propor intervenções relacionados a:
  • Exames diagnósticos e terapêuticos;
  • Interface entre as equipes médicas;
  • Problemas sociais ou de entendimento da família;
  • Fluxo de pacientes;
  • Transição para o ambiente extra-hospitalar de pacientes complexos.
III. Desenvolver estratégias para melhoria da comunicação entre as equipes das estruturas de cuidado, serviços especializados, de apoio técnico e suporte administrativo;
IV. Desenvolver estratégias para identificar de forma precoce junto à equipe assistencial os principais obstáculos para alta hospitalar de forma setorizada;
V. Elaborar, divulgar e manter atualizado o Mapa de Apoio que visa detalhar as especificidades dos serviços de saúde e outros que participam da atenção ao usuário após alta hospitalar;
VI.Implantar a alta hospitalar responsável;
VII.Realizar atividades de ensino direcionadas às equipes assistenciais, contemplando temas relacionados à transição do cuidado; desospitalização segura, qualidade assistencial, melhoria da comunicação e outros de relevância para o aperfeiçoamento dos processos de trabalho.
Solução 2: Implementação de Grupo de Atenção Multidisciplinar a Alta Hospitalar (GAMAH)
Eixos de Atuação:
O GAMAH é desenvolvido em três etapas:
Etapa 1: Análise e Diagnóstico
Avaliar dados atualmente disponíveis na instituição:
  • Indicadores Assistenciais (perfil do paciente, tempo de internação, reinternação precoce e custos);
  • Processos relacionados à transição do cuidado;
  • Avaliação do perfil e capacitação dos profissionais para compor o GAMAH;
  • Definição de métricas junto com a direção, a serem avaliadas em 3 frentes (baseline): desfechos, processos e estrutura;
  • Definição de ferramentas para coleta das métricas.
Etapa 2: Implementação
  • Definição das rotinas de atuação do GAMAH e início da atuação multiprofissional;
  • Atuação com rounds multidisciplinares com participação de toda equipe multiprofissional;
  • Início da reconciliação medicamentosa na admissão e alta hospitalar;
  • Screening para avaliar pacientes com risco aumentado de reinternação;
  • Capacitação do médico do GAMAH para realizar a coordenação do projeto e a coleta de dados conforme métricas definidas na Fase de Diagnóstico;
  • Criação de método (vinculado ao prontuário eletrônico) e treinamento do corpo clínico para acionar o GAMAH;
  • Consultoria para confecção de material educativo em linguagem acessível para pacientes, familiares e cuidadores explicando o funcionamento do GAMAH e seus objetivos;
  • Capacitação de funcionário para seguimento de determinados pacientes após a alta;
  • Definição de intervenções junto a direção para corrigir causas-raiz previamente identificadas;
  • Analise de indicadores antes e após a implementação do GAMAH.
Etapa 3 – Consolidação e Monitoramento
  • Monitorias a serem realizadas de forma presencial e por videoconferência para avaliação da performance do GAMAH bem como das métricas coletadas;
  • Relatório das monitorias;
  • Estímulo e auxílio para envio de trabalhos científicos para congressos e publicações científicas;
  • Estímulo e auxílio para implementação da oficina de cuidadores visando melhor engajamento de cuidadores e familiares no cuidado do paciente.
Resultados:
  • Redução do tempo de internação;
  • Redução das reinternações em 30 dias;
  • Redução dos custos relacionados a assistência;
  • Aumento da satisfação do paciente e familiares/cuidadores;
  • Melhora da Reconciliação Medicamentosa;
  • Redução das reinternações em CTI;
  • Transição do cuidado eficaz com a rede de saúde.