Saiba o que é e como funciona a Gestão de Leitos com Núcleo Interno de Regulação (NIR)

Ferramenta é fundamental para o melhor gerenciamento da capacidade hospitalar

Por Viviane Dreher/Imprensa EH

Otimizar o uso dos leitos de uma instituição é uma das árduas tarefas da gestão hospitalar. Alocar o paciente no leito certo exige conhecimentos não só das necessidades desse paciente, mas sobre a estrutura disponível tanto para diagnóstico quanto para o tratamento. E para regular o acesso ao que o hospital oferece, focando no uso eficiente dos leitos, o Núcleo Interno de Regulação (NIR) surge como uma ferramenta fundamental para o melhor gerenciamento da capacidade hospitalar.

De acordo o médico Vinícius Sabedot Soares (foto), integrante da equipe da Eficiência Hospitalista e elaborador do Manual do NIR do Ministério da Saúde, o método busca extrair da capacidade instalada mais valor para o usuário, para as equipes e para o próprio hospital. Isso é possível por meio do desenvolvimento, padronização e execução de práticas de alocação criteriosas, articulando o relacionamento com outras instituições e monitorando, em tempo real, o uso dos leitos. “O hospital precisa estar, efetivamente, inserido no sistema de saúde público e privado, de forma a expandir a sua capacidade de prover o melhor cuidado, transferindo e recebendo pacientes em parceria com outras instituições”, destaca o hospitalista.

Eixos de Atuação

Vinícius explica que, para colocar em prática o NIR, é preciso um estudo do perfil epidemiológico dos pacientes e da estrutura de assistência existente, incluindo a revisão e padronização dos processos de internação e alta hospitalar, além da revisão dos indicadores gerais e por setor. “Temos que saber sobre a taxa de ocupação e tempo médio de permanência, giro de leitos, volume e caráter das internações, pois quanto mais informações tivermos em mãos, maior o suporte para a atuação do Núcleo”, reforça.

E com a equipe devidamente treinada e capacitada, são elaborados os protocolos para transição de cuidados de pacientes de forma adequada e segura, bem como a interface com os órgãos de regulação externos. “Para que tudo transcorra da melhor forma possível, é necessário uma rotina de coleta de dados que vai desde quantitativos do uso dos leitos até aqueles para cálculo de indicadores de eficiência da capacidade instalada, com relatórios mensais que auxiliam na tomada de decisão”, afirma Vinícius.

Resultados

Entre as vantagens da ferramenta de gestão, está o aumento na assertividade das admissões para internação, devido à adequação do perfil do paciente para a estrutura do leito disponibilizado. Com isso, é possível uma redução do tempo médio de permanência e aumento no número de internações, com a manutenção da Taxa de Ocupação em níveis recomendados para a melhor produtividade dos leitos, sem comprometer a qualidade da assistência e a segurança dos pacientes. Segundo o médico, “podemos reduzir os contrafluxos nas transições de pacientes entre unidades e setores do hospital, somado a redução do recebimento de transferências externas de pacientes com perfil inadequado. Logo, temos o aumento da credibilidade perante outras instituições e órgãos reguladores externos, com impacto na satisfação dos pacientes e das equipes”.

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